quarta-feira, 30 de novembro de 2011

FIDEL CASTRO E A MAÇONARIA


No livro “A Grande Partida – anos de chumbo”, capítulo intitulado “No sindicato dos pedreiros-livres”, o autor, Francisco Soriano, narra um episódio envolvendo Fidel Castro, que deixou de ser fuzilado por intervenção da maçonaria. E não por acaso jamais perseguiu a instituição no território cubano. Soriano resgata um depoimento de Fidel ao escritor Frei Betto, transcrito de “Fidel e a Religião”.

A cena ocorre depois da frustrada tentativa de tomar o Quartel de la Moncada. Fidel, escondido numa cabana ao lado de dois companheiros, é encontrado por soldados de Fulgêncio Batista, que os amarram e apontam os fuzis: “A gente já se dava como morto; eu já não imaginava a mais remota possibilidade de sobreviver (..) Por acaso, um dos dois companheiros era maçon. Tratava-se de Oscar Alcalde (…)” – contou Fidel a Frei Betto.

Para resumir, o tenente que comandava o pelotão a serviço de Fulgêncio Batista, Pedro Sarria, também era maçon. Os dois se comunicam por sinais e os prisioneiros escapam. Sarria ainda daria proteção a Fidel, entregando-o são e salvo ao arcebispo. Por esse episódio, o tenente Sarria seria expulso do Exército de Fulgêncio. Mais tarde retorna à tropa, já ao lado do Comandante Fidel. Importantes referências da esquerda nacional e internacional também foram membros da maçonaria. Salvador Allende, Simon Bolívar, San Martin, estão entre os maçons ilustres, na América Latina.

É possível afirmar que todo o movimento de independência nas Américas assim como o movimento republicano foram liderados por maçons. Na história do Brasil, a lista é longa e heterogênea. Vai de conservadores a revolucionários, políticos, cientistas, escritores, poetas e artistas. Começa com Tiradentes, o maior herói nacional. Segue com José Bonifácio, o patriarca da Independência, e D. Pedro I.

Do outro lado da cena política, continua com o combativo Frei Caneca. Passa pelo poeta Castro Alves, pelos abolicionistas José do Patrocínio, Benjamim Constant, Luiz Gama e tantos outros. Na Revolução Farropilha, de um lado estava o Duque de Caxias, de outro Bento Gonçalves e Garibaldi – todos maçons. A lista de presidentes e políticos vai desde Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e seus 16 ministros, portanto, todo o estafe do primeiro governo republicado, até Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Rui Barbosa, Jânio Quadros, Golbery do Couto e Silva, Mário Covas.

Na música, Pixinguinha, Braguinha. Nas artes circenses, Carequinha. A lista é infindável. Histórias e curiosidades sobre a maçonaria estão arquivados na página da Agência Petroleira de Notícias (www.apn.org.br), que reproduz, com áudio, a entrevista completa, concedida à Rádio Petroleira.

O caminho é “Multimídia”, “Programas da Rádio Petroleira”. Também participaram daquela “Mesa Redonda” o diretor do Sindipetro-RJ Francisco Soriano e outros maçons petroleiros. Confira.

Fonte: BLOG DA UNIMAB - União Maçônica Brasileira e Agência Petroleira de Notícias – APN

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

REGULAMENTADA A PROFISSÃO DE HISTORIADOR


COMISSÃO APROVA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR


A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de historiador. De acordo com a proposta, historiador é o profissional responsável pela realização de análises, de pesquisas e de estudos relacionados à compreensão do processo histórico e pelo ensino da História nos diversos níveis da educação.
O texto aprovado é o Projeto de Lei 7321/06, do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que tramita apensado ao PL3759/04, do ex-deputado Wilson Santos. A relatora, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), recomendou a aprovação do projeto apensado, com emenda, e a rejeição do projeto principal. Segundo ela, os projetos regulam a matéria em termos análogos, mas o PL 7321/06 não obriga o Poder Executivo a criar conselho de fiscalização do exercício profissional, como faz o PL 3579/04 – o que é inconstitucional. “Tais conselhos são considerados autarquias especiais e só podem ser criados por meio de lei de iniciativa do Presidente da República”, explica.
O PL 7321/06 prevê, porém, a inscrição do historiador em conselho de fiscalização do exercício profissional. A emenda da relatora retira essa previsão.

Profissionais habilitados
Segundo o projeto, poderão exercer a profissão de historiador no País:
- quem tiver diploma de nível superior em História, expedido no Brasil, por instituições de educação oficiais ou reconhecidas pelo governo federal;
- os portadores de diplomas de nível superior em História, expedidos por escolas estrangeiras, reconhecidas pelas leis de seu país e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
- os diplomados em cursos de mestrado ou de doutorado em História, devidamente reconhecidos;
- os que, na data da entrada em vigor desta lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período mínimo de cinco anos, a função de historiador.

Para exercerem as funções relativas ao magistério em História, os profissionais deverão comprovar formação pedagógica exigida em lei.

Atividades
A proposta também define as atividades e funções dos historiadores, entre elas:
- planejar, organizar, implantar e dirigir serviços de pesquisa histórica, de documentação e informação histórica;
- planejar o exercício da atividade do magistério, na educação básica e superior, em suas dimensões de ensino e pesquisa;
- elaborar critérios de avaliação e seleção de documentos para fins de preservação;
- elaborar pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos e trabalhos sobre assuntos históricos;
- assessorar instituições responsáveis pela preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural (museus, arquivos, bibliotecas).

Tramitação
A matéria segue para a análise, em caráter conclusivo, da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
• PL-3759/2004
• PL-7321/2006
Reportagem – Lara Haje
Edição – Regina Céli Assunção
Fonte: Câmara dos Deputados – Agência Câmara de Notícias.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

IMAGENS E IMAGINÁRIO DA REPÚBLICA


Que dizem sobre a história de um país os monumentos erguidos em praça pública? Ou as bandeiras e hinos nacionais? Ou, ainda, caricaturas e charges tiradas das páginas de um jornal? José Murilo de Carvalho mostra, com a sensibilidade característica dos bons pesquisadores, como esse material pode ser de grande utilidade para se decifrar a mitologia e a simbologia de um sistema político.

Com os olhos no final do século, o autor nos aferece um curioso passeio pelo momento de implantação do regime republicano, através de imagens. Entre texto e ilustrações, aprendemos como os mitos de origem criados para a República, seus heróis, a bandeira verde-amarela e o nosso hino traduzem com fidelidade as batalhas travadas pela construção de um rosto para a República brasileira.

Fonte: Biblioteca JB

terça-feira, 8 de novembro de 2011

TRILHA DA "LASCA DA VELHA" EM IPU


VISTA PARCIAL DA CIDADE DE IPU
Pedra do Descanso

Ladeira da "Lasca da Velha", oficialmente hoje conhecida como Ladeira de São Sebastião. Situa-se na Serra da Ibiapaba. Começa no local conhecido por "Quebradas" e se prolonga até as imediações da localidade de Riachão já nas proximidades de nossa cidade. Será uma trilha de muita significação econômica para a nossa Ipu.

Por muito tempo foi um veículo de escoamento de produtos como: óleo de mamona, coco, tapiocas, frutas em costas de animais, cebolas e alho, coentro e outros produtos similares. Era verdadeiramente bucólico o comércio feito pela nossa Ladeira chamada Lasca da Velha. O local em certos momentos se apresenta não muito íngreme, onde encontramos no seu percurso vestígios de um velho calçamento, cruzes de pessoas que por lá desapareceram e marcas dos Cavorteiros nas toscas pedras do trajeto da ladeira.

Era comum nas noites de sexta para sábado ou mesmo pela madrugada vermos os transeuntes comerciante descendo a ladeira com uma lamparina ou bibiana para fazer a iluminação do seu trajeto, não muito desconhecido era quando das festas religiosas na nossa Ipu, logo após as novenas as pessoas que vinham assistir os ritos sagrados da Igreja voltava com as suas luminárias na cabeça, assentido pelos ipuense que ficavam em suas calçadas vendo a écloga procissão de luzes rumo a nossa Serra. Uma panorâmica se descortina numa pedra grande que vamos denominá-la de Pedra do Descanso onde a visão é de uma bela raridade quando ao longe vislumbramos a nossa cidade. Vem oportunamente esta Trilha resgatar as nossas memórias e raízes não tão distantes, mas teen um enriquecimento Cultural e Turístico dos mais expressivos dignos de quem a conhece. A sua extensão é aproximadamente de 01 km.

(Dados: Professor Francisco Melo)
Fonte: Aconteceu- IPU. Blog de Afrânio Soares e semaiipu.blogspot.com

domingo, 30 de outubro de 2011

MEMÓRIAS DA GUERRILHA


Guerrilheiro e pesquisadora lançam blogue sobre o Araguaia


O médico e ex-guerrilheiro João Carlos Campos Wisnesky e a jornalista e pesquisadora da Guerrilha do Araguaia, Myrian Luiz Alves, criaram o blog Araguaia – história em movimento para narrar o conflito na região e seus desdobramentos, como o vaivém processual do fato, a política de reparação financeira aos familiares de guerrilheiros “desaparecidos” e os bastidores da cobrança por identificações abandonadas em prédios públicos de Brasília.


O objetivo do blog, ao contar a última das resistências armadas ao regime militar dos anos 1970, e a
única ocorrida em área rural, é fazer a ponte com parte dos movimentos sociais da atualidade,
sem vitimização.

Fonte: Araguaia - História em movimento http://araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BUDISMO E MAÇONARIA


Todas as grandes religiões do mundo se originaram na Ásia e três delas – JUDAÍSMO, CRISTIANISMO E ISLAMISMO – em uma área relativamente pequena na Ásia Ocidental.

Igualmente notável é a concentração de grandes líderes espirituais em diferentes partes do mundo no século VI, a. C., ou em um período próximo. Foi a época de CONFUNCIO e talvez de LAO-TSE, na China; de ZOROASTRO, na Pérsia; de SIDDHARTA GAUTAMA, o Buda, na Índia; do maior dos profetas Hebreus, chamado o SEGUNDO ISAÍAS (40-55), e de PITÁGORAS, na Grécia. É possível que o aparecimento de civilizações que se diziam universais dessa origem a religiões universais, ou então as novas religiões eram uma reação às tensões nas sociedades existentes e à necessidade de uma saída espiritual e uma fé que transcendesse um politeísmo supersticioso.

De qualquer forma, o movimento em direção a uma única realidade espiritual coincidiu com a procura dos pensadores Gregos de um único princípio que explicasse o mundo material. O Hinduísmo é a mais antiga das religiões mundiais, embora, segundo definição mais precisa, não se trata de uma religião do mundo, mas sim uma religião do povo da Índia. Ainda em relação aos indianos, o Budismo surgiu como uma reação dentro do Hinduísmo e é uma das grandes religiões missionárias.

Temos aprendido e ensinado que Maçonaria, por meio dos tempos, soube usufruir o que de melhor e sublime havia nas diferentes civilizações, nas várias escolas filosóficas e na cabeça dos maiores pensadores e cientistas dos quatro cantos da terra.

Nossa arquitetura, lendas, código moral, etc. qual aço indelével foi forjado em priscas eras da humanidade. Persas, Hebreus, Egípcios, Gregos, Sumerianos e mais recentemente ingleses e franceses deixaram símbolos, e, consequentemente a imortalidade em uma Loja Maçônica.

O objetivo deste artigo é traçar um paralelo entre um indiano ilustre SIDDHARTA GAUTAMA e a Maçonaria, já que até hoje pouco, pesquisou e pouco se conhece dessas incríveis coincidências, entre um e outro.

SIDDHARTA GAUTAMA, o BUDA e JESUS, o CRISTO, são personagens de vários pensamentos coincidentes e historicamente semelhantes em vários pontos: ambos não deixaram nada escrito, ambos começaram a pregar ao redor dos 30 anos de idade, e ambos somente chegaram até nós por meio dos escritos de seus discípulos mais íntimos, e após dezenas de anos de suas mortes!

SIDDHARTA nasceu no ano 567 a. C, em Kapilavastu, no sopé do Himalaia, (hoje, Nepal e fronteira com a China), filho rico do rei Suddhodana e da rainha Maya.

Os monges Brâmanes profetizaram para ele uma vida asceta, pobre, miserável e de Salvador do Mundo. Sabedor dessas profecias, seu pai o manteve sempre confinado no interior dos palácios, a fim de poupá-lo de ver como era realmente o seu país, cheio de miseráveis, escravos, doentes, etc. Siddharta teve os olhos vendados por seu pai até a idade de 30 anos quando já casado e com um filho, os deuses acharam que Siddharta deveria sair e empreender a missão para a qual se preparara durante tantos nascimentos e reencarnações anteriores.

Semelhante ao profano que se inicia, ele faz algumas viagens para além dos muros palacianos: na primeira vê um velho enrugado, se apoiando numa bengala, e ao indagar de que se tratava, seu protetor explicou ser a velhice, a vida que se esvai inexorável com o tempo; na segunda, depara-se com um doente, gemente, simbolizando a dor; na terceira viagem encontra um cadáver já em decomposição, simbolizando a morte; na última viagem encontra um monge, maltrapilho, mendigo… no entanto percebe naquele homem um olhar de serenidade, apesar de todas as adversidades por que passava, e é nessa Serenidade do mendigo que Siddharta percebe que existe uma saída que conduz à libertação de todo o sofrimento humano.

A partir daí, organiza a sua peregrinação pelo mundo deixando família, riquezas materiais e prazeres mundanos, embrenha-se na floresta, já sem as roupas principescas e sem cavalo.

No início, seguindo os passos de monges Brâmanes, foi asceta fanático, faquir, esmoler, e chegou a comer apenas um grão de feijão por dia, mas percebendo a inutilidade dessa seita e o seu fanatismo improdutivo, volta-se à meditação profunda. Aos 35 anos, após dias de meditação sob a figueira (árvore da sabedoria), recebe o dom da iluminação, e desse momento em diante passará a ser chamado BUDA (O desperto, O iluminado).

Na Maçonaria, a influência hindu se refere à necessidade de meditação do companheiro em diante e nos CHAKRAS, ligados a algumas cerimônias solenes e alguns sinais de reconhecimento em Loja.

Ainda uma curiosidade sobre BUDA se refere à árvore da sabedoria, ou o Bodhi (em hindu): debaixo dessa árvore, também como Jesus nas oliveiras, Buda foi tentado pelo Demônio MARA, com visões de prazer sensual. Segundo o Budismo, o homem que vencer suas fraquezas, que arrancar de si todos os desejos ilusórios da vida, esse homem não mais reencarna-se-á.

Embora não desafiasse a rígida estrutura de castas da sociedade indiana, ele insistia em completa igualdade dentro de seu grupo de monges.
Aos 80 anos, cumprida a sua missão na terra, Buda preparou-se para o fim de sua vida e para entrar no estado que era o objetivo supremo de todos os seus adeptos – O Nirvana era a libertação completa de todos os desejos e significava que o crente nunca teria que nascer de novo no mundo.

O Budismo passou além das fronteiras da Índia, chegando ao sudoeste da Ásia, Tibet, Mongólia, China, à Coreia e ao Japão para se tornar uma das grandes religiões do mundo e a fé mais popular no Oriente. Na sua terra de origem, porém, morreu quase por completo, sendo absorvido, gradativamente pelo HINDUÍSMO…, mas aí já é outra história.

COMPARAÇÕES: A MAÇONARIA é uma instituição que tem por objetivo tornar feliz a humanidade, pelo amor, tolerância, pela igualdade, pelo respeito à autoridade e à crença de cada um. Ela é universal, sem preocupações de fronteiras e de raças.

BUDA – Minha doutrina é semelhante ao Oceano e ambos vão se tornando cada vez mais profundos… Assim como os rios que ao alcançarem o MAR perdem o seu nome, fazendo parte todos do GRANDE OCEANO, assim também os homens de toda casta, entrando para a comunidade, tornam-se todos IRMÃOS e passam a ser contados como FILHOS DE BUDA.

O Oceano é o reservatório de todos os cursos d’água e da chuva das nuvens e, no entanto, não transborda, nem seca nunca. Assim a minha doutrina é compreendida por milhões de pessoas e, no entanto, não aumenta nem diminui.
Minha doutrina é pura e não faz distinção alguma entre o Nobre e o Vulgar, o Rico e o Pobre.

MAÇONARIA – Quando o Primeiro Vigilante dá a explicação para a primeira viagem, diz “criando em vós mesmos um outro ser, pela espiritualização e elevação de vossos sentimentos, tereis, então, retirado a venda material que prende vossa alma, e não mais precisareis de guia em vosso caminho”.

BUDA – No Budismo, é o Homem que traça a rota do seu próprio caminho. Nele está a salvação ao alcance de todos, pois depende somente do esforço de cada um. Assim o Homem se torna o seu próprio Mestre, sem inspirações divinas ou poderes sobrenaturais.Por meio do refúgio interior e do Autodesenvolvimento é possível se libertar da Escravidão, da Ignorância, e chegar à Verdade.

MAÇONARIA – A Pedra Bruta representa a inteligência, o sentimento do Homem no estado primitivo, áspero é despolido, e que nesse estado se conserva até que…

BUDA – Eu sou o resultado dos meus próprios atos, herdeiro dos atos, os atos são a matriz que me trouxe, é o meu parentesco, os atos recaem sobre mim, qualquer ato que eu realize, bom ou mal, eu dele herdarei.

MAÇONARIA – Vencer minhas paixões, submeter minha vontade.

BUDA – Abandonar os cinco sentidos ao sabor dos seus caprichos é como deixar um cavalo indômito sem rédeas. Tal cavalo as pessoas derruba e arrasta dentro do buraco. A mente é senhora dos cinco sentidos, mas é mais perigosa que uma cobra venenosa, uma fera ou um salteador, por isso deveis disciplinar vossa mente.

MAÇONARIA – A Maçonaria, embora não seja uma religião, tem, contudo, uma crença; a existência de um princípio Criador, ao qual denomina GADU.

BUDA – Mais fundo que o inferno, mais alto que o céu, além das mais longínquas estrelas, mas além da morada de Brahma, há um poder estável e divino, existente antes do princípio e que não terá fim, eterno como o tempo, seguro como a certeza, que impede para o bem e é súdito de suas próprias Leis.

MAÇONARIA – A Câmara de Reflexões leva o neófito ao mundo da introspecção. Mais tarde, pelo V.’.M.’., fica sabendo: “Os símbolos que ali existem vos levaram, certamente, a refletir a respeito da instabilidade da vida, lição trivial sempre ensinada, e sempre desprezada”.

BUDA – Eliminai as trevas da ignorância com a luz da sabedoria. O mundo é algo perigoso e incerto, sem nada de estável.

MAÇONARIA – O Pavimento Mosaico, com seus quadrados brancos e pretos, nos mostra que apesar da diversidade, do antagonismo de todas as coisas da natureza, em tudo reside a mais perfeita “Harmonia”.

BUDA – Os astros rodam e não perguntam. O Sol evapora o Mar e restitui perdidas ondas em forma de aveludadas nuvens, que gotejarão montanhas abaixo, para refluir de novo, sem paz, nem trégua. (Até mesmo sobre a divindade, BUDA achava dualismo, ao dizer nada a repugna, nada a detém, tudo ama, enche os seios maternos de doce leite, bem como de mortífero veneno os dentes da serpente).

MAÇONARIA – A Pedra Polida ou cúbica representa o saber do Homem no fim da vida, quando aplicou esse saber em atos de piedade e virtude.

BUDA – Assim também como aquele homem que fez o Bem passa para o outro mundo, os méritos que conquistou na vida dão-lhe as boas vindas, como parentes dão as boas vindas a um ser amado que volta.

MAÇONARIA – Ao explicar ao V.’.M.’. porque foi recebido de olhos vendados na Maçonaria, e sem metais, o 1º Vigilante refere-se à abdicação das vaidades profanas e à necessidade imprescindível de instrução (SABEDORIA), que é o alicerce da Moral Humana.

BUDA – Sabedoria é um navio seguro para a travessia do oceano da velhice, da doença e da morte. É uma luz no meio das trevas, é um elixir que cura todas as doenças, é um machado que corta as árvores da paixão, por isso, deveis vos esforçar para a obtenção do desenvolvimento da “SABEDORIA.”

MAÇONARIA – Por que encontrastes facilidades na vossa 3ª viagem? Indaga o V.’.M.’. ao 1º Vig.’.
E esse lhe diz: Porque ela nos mostra o estado de paz e de tranquilidade resultante da ordem e da moderação das paixões do Homem que atinge a idade da maturidade e da reflexão.

BUDA – Antigamente meu pensamento vadio errava, daqui e dali, onde o chamavam o amor, o desejo ou o prazer. Hoje eu o domino completamente como o cornaca domina o elefante selvagem.

MAÇONARIA – A tolerância, um dos deveres do maçom, sustenta que cada um tem o direito de escolher e seguir a sua religião.

BUDA – Um homem que sustenta a verdade deve simplesmente dizer: essa é a minha crença, mas por causa disso não se deve tirar a conclusão absoluta e dizer: só há essa verdade, qualquer outra é falsa.

MAÇONARIA – Os três passos formados por cada um e a cada junção dos pés um ângulo reto significa que a retidão é necessária para quem deseja vencer na ciência e na virtude.

BUDA – Qual é o caminho da salvação? É a Retidão, é a Meditação, é a Sabedoria. Penetrada pela retidão, a meditação se torna fecunda, penetrada pela meditação, a sabedoria se torna fecunda. Penetrada pela sabedoria, a alma se liberta totalmente do apego qualquer, apego aos desejos, apego ao erro e à ignorância.

MAÇONARIA – Os maçons, após receberem as instruções dos graus a que forem merecedores, devem se guiar com os seus próprios passos, procurando aquela instrução que não lhes foi dada pelos rituais, procurando aperfeiçoamento maçônico nos livros especializados etc., daí sim, poderão concluir e interpretarem com mais segurança a simbologia maçônica, deverão ser seus próprios mestres.

BUDA – Também pregava a necessidade de sabedoria, e a faculdade que os homens alcançam com ela de nortearem seus próprios destinos. “Sede vós mesmos, vossa própria bandeira e vosso próprio refúgio, não vos confieis a nenhum refúgio exterior a vós. Apegai-vos fortemente à verdade. Que ela seja vossa Bandeira e vosso Refúgio”.
Os que já foram elevados poderão recorrer ao ritual de Companheiro e ver que não há diferença nos ensinamentos, daí e os de BUDA, referentes à busca da verdade, pela meditação.

As semelhanças entre as máximas Maçônicas e Budistas vão se aprofundando, como aprofundando vão os graus, além do de aprendiz.

MAÇONARIA – Pergunta o V.’.M.’. ao 2º Vig.’.: Por que combatemos o fanatismo? E esse responde “Porque a exaltação religiosa perverte a razão e conduz os incensatos a praticarem ações condenáveis, em nome e honra de DEUS.”

BUDA – (Explicando como chegou à perfeição). Fiz bem em abandonar os exercícios ascéticos (fanáticos que ficam dias em jejum e martirizando os seus corpos). Foi uma felicidade eu ter abandonado aqueles exercícios inúteis. Foi uma felicidade eu ter perseverado no Pensamento Correto, até chegar à iluminação. Como o remo de um barco que agarra na terra firme, o ascetismo (fanatismo), não traz o menor proveito.

MAÇONARIA – Para o maçom, a sabedoria é primordial, mas a prática da caridade e beneficência de modo sigiloso é um dos importantes postulados a serem seguidos.

BUDA – Saber de cor todos os livros sagrados brâmanes não conduz à verdade. O conhecimento útil e a verdadeira ciência só podem ser adquiridos pela prática.

Por Milo Bazaga
Fonte: Revista Universo Maçônico

sábado, 22 de outubro de 2011

Caminhos e Trilhas na Ibiapaba


Trilha da nascente do riacho Ipuçaba localizado por sobre a Serra da Ibiapaba no sítio São Paulo em Ipu na manhã do dia 15 de outubro de 2011. Na fotografia tirada pelo amigo prof. de Educação Física Sílvio Coelho vemos então a casinha da senhora Isalene, uma simples moradora que nos acompanhou durante a trilha da nascente.